Políticas de Currículo e o cotidiano da escola: a experiência do Programa de Apoio as Licenciaturas (PROLICEN) da Universidade Federal da Paraíba e seus desafios no processo de formação docente

Políticas de Currículo e o cotidiano da escola: a experiência do Programa de Apoio as Licenciaturas (PROLICEN) da Universidade Federal da Paraíba e seus desafios no processo de formação docente

 

                                                        GT de Políticas de Currículo / UFPB[1]

 Ana Luisa Nogueira de Amorim                                                                                                                                         Maria Zuleide da Costa Pereira

Rita de Cassia Cavalcanti Porto

Samara Wanderley X. Barbosa

 

 

 

Introdução

 

       Políticas de Currículo e o cotidiano da escola trazem a tona uma série de desafios que estamos vivenciando nessa primeira década do século XXI, com mais intensidade, a violência simbólica e real que mata, derrama sangue, assusta, causa medo, cala, provoca, ceifa, afasta a comunidade docente e discente dos espaços das escolas públicas. O que fazer para combater tantos conflitos vivenciados no cotidiano da escola atual? Como as Políticas de Currículo podem estabelecer nexos que realmente atendam as necessidades dos discentes e dêem as suas vidas sentido e importância. O que o programa PROLICEN/UFPB fez e faz para melhorar as atividades no cotidiano da escola?

Estas indagações são inúmeras e bem atuais. No entanto, nosso recorte tem como preocupação compreender os nexos entre as políticas de currículo e o cotidiano da escola por meio do Programa de Apoio aos Cursos de Licenciaturas (PROLICEN) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que sinaliza a construção de um conhecimento que incorpore ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido, o desenho das políticas do currículo tem sido uma preocupação da equipe da docência através de seus projetos de pesquisa e da discência como co-partícipes desses projetos desenvolvidos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Neste sentido, o desenho das políticas do currículo e do cotidiano da escola pública, em João Pessoa, vem sendo desafiado pelas intervenções do Programa de Apoio as Licenciaturas da UFPB (PROLICEN) desenvolvido entre a comunidade acadêmica docente e discente comprometida com a qualidade social da escola pública.

Portanto neste texto, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC) assume o objetivo de narrar, num primeiro momento, a memória histórica desse programa da UFPB e suas interfaces com a escola pública que se realiza por meio dos projetos de ensino, pesquisa e extensão submetidos pelos diferentes grupos de pesquisa no âmbito do Programa da Pró-Reitoria de Graduação (PRG). Num segundo momento, abordaremos como se dá a socialização dessas pesquisas e das intervenções de extensão realizadas nas escolas públicas municipais e ou estaduais, quando do Encontro de Iniciação à Docência ao longo do ano letivo. Por último, evidenciaremos os resultados desse programa como uma estratégia significativa de fortalecer as políticas de formação da docência, nas licenciaturas, priorizando o tripé ensino, pesquisa e extensão.

 

  1. A experiência do Programa de Apoio as Licenciaturas da UFPB: memória histórica.

 

Este texto encomendado nos instiga a repensar o cenário atual das licenciaturas no Brasil e os programas que tentam de forma velada ocultar inúmeros desafios que surgem no cotidiano da escola. Considerando a Universidade Federal da Paraíba, um ícone de resistência responsável pela formação de profissionais da educação que entrelaça ensino, pesquisa e extensão, torna-se oportuno resgatar a memória histórica de um dos programas vinculados a formação da docência, ou seja, o Programa de Apoio as Licenciaturas, PROLICEN.

O PROLICEN, um programa para melhorar os cursos de Licenciaturas teve início na UFPB em 1994 com um seminário “As licenciaturas em Questão” coordenado pela Pró-Reitoria de Graduação ­– Coordenação de Currículos e Programas, com a participação dos diretores dos  Centros, Coordenadores de Curso, Chefes de Departamento, Assessores de Graduação que na ocasião estavam preocupados com a evasão dos alunos dos cursos de licenciaturas das áreas das ciências exatas (Ciências  Matemática, Física e Química) bem como a demanda das escolas por professores licenciados.

Naquele espaço de debate foi criado um Grupo de Trabalho sobre Licenciaturas (GTL) com a participação de representantes dos Centros que ofereciam cursos de licenciaturas. Essa preocupação também foi  tema de debate, produção e socialização na Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE), do Fórum de Pró-Reitores de Graduação (FORGRAD) e Associação Nacional de Pesquisa em Educação  (ANPED) que mobilizava educadores/as para reivindicar junto ao  Ministério da Educação (MEC) uma política de formação dos profissionais da educação.

Pressionado por estas reivincadicações, o MEC, através da Secretaria de Ensino Superior  (SESu), criou um Programa de Apoio às Licenciaturas (PROLICEN), por meio de Edital para incentivar as Instituições de Ensino Superior (IES) a elaborarem projetos que contemplassem os cursos de licenciaturas nas áreas de exatas oferecendo  bolsas de iniciação à docência e exigindo das universidades  uma contrapartida, a qual veio através de subsídios financeiros destinados a compra de material de consumo.

Na UFPB, o projeto foi elaborado pelo GTL a partir do Relatório do Seminário que debatia as Licenciaturas. Fazer um projeto não foi só congregar os documentos já escritos e atender a chamada do Edital do MEC/SESu (1994), mas dar continuidade à construção das atividades aprovadas de acordo com a demanda das instituições, e das políticas do movimento de educadores e as originadas do MEC.

Com aprovação do primeiro  Projeto: “Programa de Licenciatura – PROLICEN/UFPB em  1994” e da “A política da UFPB para os Cursos de formação do Educador” em 1995, pelo MEC, foi fortalecida a política da UFPB para todos os cursos de licenciaturas, pois, na ocasião, a instituição entendia que o problema das licenciaturas não se restringiam apenas aos cursos das áreas de exatas, mas sim à todas as áreas voltadas a docência  na UFPB.[2]

Com o avanço deste debate e a construção do trabalho coletivo na instituição, o formato do programa “A política da UFPB para os Cursos de Formação do Educador” ficou semelhante a um Projeto mãe com seus subprojetos[3] aprovados, internamente, com bolsas PROLICEN e recursos de custeio.

O PROLICEN/UFPB foi criado com objetivo “melhorar a qualidade dos cursos de licenciatura da instituição e contribuir com a formação continuada dos professores da Rede Pública de ensino do Estado da Paraíba” (UFPB, 1994).

Optamos por uma metodologia crítica e problematizadora primando pelo trabalho coletivo de estudantes bolsistas PROLICEN, em projetos de ensino, pesquisa e extensão nos cursos de licenciaturas e nas escolas da Rede Pública estadual e municipal. Os princípios assumidos vinculavam-se aos princípios defendidos historicamente pelos movimentos dos educadores, como: a interdisciplinaridade, a unidade teoria-prática, a participação no projeto político-pedagógico dos cursos de licenciatura e o compromisso com a escola pública.

Nessa perspectiva, o referencial teórico a respeito da política do currículo e o cotidiano da escola, tomou por base textos produzidos na ANFOPE, Revista Educação e Sociedade e Cadernos CEDES e autores/as  que defendem a educação com princípios emancipadores como: Freire (2000; 1996; 1992; 1982; 1980), Apple (2000; 1989), Giroux (1997; 1986) e Freitas (2003; 2002; 1999). Assim, conviver com as políticas do currículo e seus nexos com o cotidiano da escola e resgatar o papel do movimento de educadores construídos a partir das políticas oficiais advindas do MEC e das políticas institucionais elaboradas pela UFPB, as quais representam desafios e um campo de disputa e negociação por um projeto de educação. Nesse sentido, fazia-se necessário compreender nesses espaços, como muito bem nos lembra  Bourdieu (2004, p.22), como se dão as “lutas para conservar ou transformar esse campo de forças”.

Dentro destas perspectivas, embates, impasses e conflitos emergiram originados de um lado, uma lógica que expressa as estratégias do jogo político emanado pelo MEC e, de outro, uma lógica política defendida pelo movimento dos educadores, o qual foi e é visível  no processo de  construção dos saberes cotidianos nos diferentes contextos da escola pública.

O papel da ANFOPE, neste contexto era e é produzir conhecimentos referentes à formação dos profissionais da educação, e apresenta-se como um campo de negociação que agrega os educadores no Brasil e ocupa espaços e posições sociais no enfrentamento das políticas de educação elaboradas pelo MEC, sem a escuta da sociedade (PORTO, 2007).

Em um dos embates mais acirrados nos fins do século XX, a ANFOPE defendeu a importância de se construir uma base comum nacional para a formação da docência que pudesse ser integrada a uma formação específica para as diversas áreas de atuação, com os seguintes eixos norteadores:

 

Sólida formação teórica e interdisciplinar; unidade entre teoria e prática, que implica em assumir uma postura em relação à produção de conhecimento que perpassa toda a organização curricular e que não divorcia a formação do bacharel e do licenciado, embora considere suas especificidades; gestão democrática da escola; o compromisso social e ético do profissional da educação na superação das injustiças sociais, da exclusão e da discriminação, na busca de uma sociedade mais humana e solidária;  trabalho coletivo e interdisciplinar; articulação da formação inicial e continuada. (ANFOPE/ Documento Final, 2004, p.11).

 

O PROLICEN/UFPB  corrobora com a Base Comum Nacional (BCN) defendida historicamente pela ANFOPE e  reforça a necessidade de uma Base Comum para todos os cursos de  formação do educador (UFPB, 1994, p.5).  Nessa perspectiva, organizou Seminários e Oficinas de Currículo, com objetivo de aprovar coletivamente, políticas de formação e construção de projetos político-pedagógicos (PPP) que foram e são submetidos à aprovação[4] dos órgãos colegiados superiores.

Os Eventos de licenciatura, anualmente, conta com a participação da representação de toda a comunidade da UFPB, sobretudo coordenadores de projetos; bolsistas do PROLICEN/UFPB, e representantes das redes municipais e estadual de ensino da Paraíba, que faziam e fazem parte da construção coletiva da “Política da UFPB para os cursos de Formação do Educador”. Foi nesse espaço de debates e deliberações que aprovamos o Fórum de Licenciatura[5] com objetivo de congregar todas as atividades de licenciatura da UFPB. Em síntese, os eventos do PROLICEN/UFPB faziam e fazem a leitura dos problemas da formação de professores, a problematização das dificuldades apresentadas pelos cursos e pelas redes de ensino dando encaminhamentos às deliberações.

O PROLICEN/UFPB abriga as temáticas específicas das licenciaturas sejam elas de propositura dos movimentos dos educadores ou do MEC. A exemplo do repúdio ao Decreto do Presidente FHC nº 3.554/1999 que retirava a docência do curso de Pedagogia, dando prioridade aos Cursos Superiores; a não participação da UFPB na comissão que elaboraria o modelo de competência para professores para fazerem parte do Sistema de Certificação de Professores dos anos iniciais.

Outro grande tema de debate que envolveu os cursos de licenciatura, na UFPB foi quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) solicitou das Instituições de Ensino Superior (ISE) a regulamentação da Resolução nº 02/2002 que institui “a duração e a carga dos cursos de licenciatura de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica, em nível superior”. A Coordenação de Currículos e Programas mobilizou o Centro de Educação e os demais cursos de licenciaturas para elaborarem um documento com os princípios defendidos historicamente pela instituição, com base no disposto do parágrafo 2º, do artigo 6º da Resolução UFPB/CONSEPE/nº39/1999 que trata da elaboração de projetos político-pedagógicos. Esse debate durou mais de um ano e só foi regulamentado em 2004 com a Resolução UFPB/CONSEPE/nº04/2004 que tratava da Base Curricular para a Formação Pedagógica dos Cursos de Licenciatura. De acordo com Porto (2007) essas discussões já eram pauta nos encontros de licenciatura dos anos 1990, dos encontros do PROLICEN e nas Oficinas de Currículo e revelam a dinâmica política de formação de educadores construída pela UFPB com os seus desdobramentos para as políticas nacionais.

Do mesmo modo, acompanhamos o processo de discussão do que veio a ser denominado de Portaria nº 1.403/2003 do CNE/MEC. Tal portaria instituiu o sistema nacional de certificação e formação continuada, através da realização de exame para avaliar conhecimentos, competências e habilidades dos professores em exercício nas redes de ensino, como também dos concluintes dos cursos normais de nível médio e dos cursos de licenciatura das instituições de ensino superior (SCHEIBE, 2004). O tema já era objeto de discussões que ocorriam nas instâncias superiores da educação, como também nos fóruns de educadores, entre os quais aqueles organizados pela ANFOPE, FORUMDIR e PROLICEN/UFPB.

De acordo com o projeto do PROLICEN/UFPB (UFPB, 1995), esta instituição vem desenvolvendo ações no sentido de propiciar as condições necessárias para a avaliação dos cursos e reformulação dos seus currículos, tendo em vista a redefinição do perfil do profissional que possa atender às demandas sociais.

 

  1. O COTIDIANO DO PROLICEN NA ESCOLA: experiências vivenciadas

 

O PROLICEN na prática vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa e extensão junto às escolas municipais e estaduais, através dos diversos projetos de e das inúmeras atividades de caráter reflexivo, sendo estes projetos preponderantes para o processo de construção dos Projetos Político-Pedagógicos das escolas públicas, partindo das peculiaridades da comunidade escolar e efetivando dialeticamente o processo teoria e prática, bem como promovendo a integração e socialização de artigos publicados pelas bolsistas e professores, por meios das reuniões de estudos e discussões.

O desenvolvimento dos projetos do PROLICEN tem ainda propiciado uma efetiva relação orgânica entre os cursos de licenciatura da UFPB, com o cotidiano das escolas, envolvendo a participação dos(as) alunos(as) bolsistas, e voluntários(as), possibilitando que os(as) bolsistas percebam  que  a relação teoria e prática, a partir da sua  inserção nos espaços cotidianos das escolas, não se dicotomizam, mas são uma extensão da mesma.

Destacamos neste artigo a importância do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Municipal (GEPEM), que desde 1995 submete projetos ao PROLICEN e, ainda, realiza estudos e pesquisas nas áreas de Avaliação, Currículo e Gestão propiciando, assim, um maior aprofundamento teórico-metodológico dos(as) educadores(as) da Rede Pública Municipal de João Pessoa na direção da formação continuada desses profissionais e na formação inicial dos alunos do Curso de Pedagogia e das licenciaturas.

O trabalho integrado GEPEM e SEDEC/JP através dos projetos PROLICEN, ao longo de mais de uma década, contribuíram para consolidar uma sistemática de trabalho de forma que os educadores municipais e os alunos bolsistas do curso de Pedagogia tivessem acesso a uma bibliografia atualizada sobre os eixos avaliação, currículo e gestão, propiciando uma maior organização do trabalho pedagógico das escolas, a partir das reflexões dos educadores e dos(as) alunos (as) bolsistas feitas a partir do cotidiano das escolas.

A trajetória do PROLICEN foi e é determinante no processo de formação dos profissionais da educação, tanto no espaço da UFPB, no Curso de Pedagogia e nos demais cursos de licenciatura junto aos alunos(as), inclusive alunos(as) PEC/RP[6], como também nos espaços das escolas. Os eixos dos projetos deram suporte para a formação inicial e continuada sobre os temas: Gestão democrática, Currículo, Avaliação, Políticas de Currículo, Práticas Educativas e Atuação do Pedagogo.

Na tentativa de ampliar e redirecionar as discussões e aprofundamentos acerca das práticas educativas, a partir das quais as políticas atuais de currículo podem ser entendidas, reinterpretadas e reorganizadas, os projetos PROLICEN, em especial os desenvolvidos pelos GEPEM e hoje os desenvolvidos pelo GEPPC, redirecionaram seus estudos e visam construir novos canais de comunicação, bem como fortalecer os já existentes com as escolas, a fim de que se possam, como nos sugere Alves (apud. MACEDO, 2002, p.12) “estabelecer um diálogo fértil e também crítico com o que convencionamos chamar de prática”. Isto para as(os)alunos(as) bolsistas e professores(as) significa estar mais próximos do cotidiano das escolas, nos quais, os professores(as) vivenciam suas práticas sociais, ou seja, o espaço no qual o fazer curricular acontece.

Visando atingir os seus objetivos, os projetos elegem o campo da prática social como o caminho principal de investigação, por favorecer o conhecimento mais real de todos os sujeitos envolvidos com as esferas cotidianas da escola. Com isso, tem-se a oportunidade de fazer à apreensão da prática pedagógica como ela é, investigando-a, analisando-a e construindo mecanismos de intervenção no sentido de transformá-la numa prática mais democrática e de qualidade que atenda aos interesses dos sujeitos à qual se destina.

Valorizando as experiências tecidas nos espaços cotidianos das escolas públicas, os projetos do GEPEM realizaram leituras que foram ponto de partida para a priorização de uma epistemologia centrada na prática social, possibilitando que os profissionais de educação nos desvelassem como essas práticas são tecidas na cotidianidade e singularidade de cada escola. Com essa epistemologia que privilegia o cotidiano de cada escola teve-se nos dizeres de Alves (apud. MACEDO, 2002, p. 12) a oportunidade de detectar “crenças e hábitos, bem como os múltiplos interesses em jogo e as possibilidades de trabalho em comum”.

Esse direcionamento no trabalho foi e é motivado pela vontade de dar novos contornos ao “PROGRAMA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA”, e, começar a compreender a autopoiética do conhecimento e do o currículo no cotidiano da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa como uma prática social que se efetiva a partir da articulação do ensino, da pesquisa e da extensão.

Os projetos tinham uma perspectiva metodológica que priorizava o cotidiano escolar e nos permitiu olhar de uma forma mais flexível e aberta para os múltiplos saberes produzidos nestes cotidianos. Compreendendo que os “conhecimentos são criados não só pelos caminhos já sabidos e consagrados, e que precisam ser questionados permanentemente, mas também nesse tecer constantes de encontros e de desencontros cotidianos” (ALVES apud. MACEDO, 2002, p. 17-18).

Pensar o currículo a partir da epistemologia da prática social, ou seja, priorizando as experiências que se concretizam na cotidianidade da escola onde o currículo se concretiza, coloca em destaque, na visão de Alves (2002), a categoria cotidiano. Para a citada autora, esta forma de prevalência é um passo importante na forma de pensar e fazer o currículo. Isto implica afirmar que os espaços cotidianos da escola onde as práticas sociais se materializam, são espaços significativos no processo de tessitura curricular, se nos permitirmos distanciarmos das concepções epistemológicas assentadas nas ciências modernas, as quais, por longo tempo construíram inúmeros binarismos, entre eles: teoria x prática, saber popular x saber científico, etc. Neste jogo binário permeado por relações de poder o campo teórico assumia uma prevalência.

Neste processo de inversão, o fazer curricular passa a ser visto como resultante de um processo onde múltiplas redes estão envolvidas. Em cada uma delas seus “sujeitos cotidianos tecem seus conhecimentos a partir de múltiplas redes a que pertencem” (Ibidem, p.38). Essa lógica passa a dar importância ao “que se faz em espaços/tempos antes julgados comuns ou mesmos ignorados, mas que têm uma enorme importância já que é neles que vivemos concretamente nossa vida. A esses espaços/tempos dá-se o nome de cotidianos, sempre no plural, porque são diversos e diferentes” (MACEDO, 2002, p. 15).

Dentro deste enfoque de valorização das vivências escolares acontecidas nos espaços cotidianos da escola, os projetos do PROLICEN contribuem para a produção do conhecimento através da intervenção e das pesquisas realizadas nos espaços cotidianos  das escolas públicas da rede municipal de ensino de João Pessoa e do Estado da Paraíba. Espaço que, gradativamente, vem sendo viabilizado como um espaço onde as práticas sociais se concretizam, ou seja, onde o currículo em ação acontece.

 

  1. PROLICEN: o olhar da bolsista

 

Dentre as várias experiências vivenciadas no PROLICEN podemos citar o projeto “Avaliação, Currículo e Gestão Democrática como vertentes do Projeto Político-Pedagógico: a reconstrução teórico-prática dessa totalidade como processo de formação”, que foi desenvolvido entre junho de 2001 e janeiro de 2002.

O projeto, realizado em parceria com a Secretaria de Educação do município de João Pessoa, tinha como objetivo discutir o processo de implementação dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP) elaborados pelas escolas municipais.  E foi desenvolvido a partir da organização de Grupos de Trabalho (GTs) que objetivavam discutir algumas temáticas pertinentes à implementação do PPP nas escolas, a saber: avaliação, currículo e gestão democrática.

Neste sentido, o projeto se estruturava a partir de três grandes grupos de trabalho: GT-Avaliação, GT-Currículo e GT-Gestão Democrática. Cada GT era coordenado por um dos(as) professores(as) da UFPB envolvidos com o projeto e contava com a participação de um(a) bolsista(a) PROLICEN, Técnicos(as) da Secretaria de Educação Municipal, Supervisores(as) Escolares, Orientadores(as) Educacionais, Diretores(as) das Escolas e Professores(as) da Rede Municipal que se inseriram no projeto.

Os encontros de cada grupo ocorriam uma vez por semana, onde discutíamos a implementação do PPP nas escolas a partir da temática de cada GT. Como fizemos parte do GT-Currículo podemos afirmar que, no período de desenvolvimento do citado projeto, discutimos as questões curriculares presentes nos PPPs das escolas que tinham representação naquele grupo, com base em um referencial crítico, estudamos alguns textos de Moreira (1994, 1998), Silva (1999) e Moreira e Silva (1999) para embasarmos teoricamente a nossa reflexão sobre as questões curriculares.

Em um dos encontros do grupo, surgiu a idéia de levarmos estas discussões sobre as questões curriculares para as escolas, pois as diretoras nos relatavam a necessidade dos professores terem um maior embasamento teórico sobre o assunto. Ideia que começou a tomar corpo no pequeno grupo e, posteriormente, foi discutida nas reuniões gerais do grupo.

Mensalmente, tínhamos uma reunião geral que congregava todos os(as) professores(as) da UFPB envolvidos no projeto, os(as) bolsistas(as) e os(as) Técnicos(as) da Secretaria de Educação do Município. Nessas reuniões, estudávamos e discutíamos a temática do PPP e como estava sendo as reuniões de cada GT, bem como encaminhávamos questões pertinentes à execução do projeto.

Foram nestas reuniões gerais que as Técnicas da Secretaria nos apresentaram um levantamento sobre as escolas que possuíam PPP e que o estavam implementando. Naquele momento, de todas as escolas municipais apenas cinco não haviam realizado a elaboração do seu PPP e precisavam de um maior apoio para essa elaboração. Nesse sentido, o trabalho do projeto acabou sendo redirecionado com o objetivo de discutir mais de perto com essas escolas a elaboração de seu PPP. Assim, mensalmente, foram organizadas reuniões nas próprias escolas e a equipe do projeto ia até lá discutir com eles a elaboração e implementação do PPP.

Esses momentos foram organizados, aos sábados, pelas próprias escolas e envolveram todos os seus profissionais. Nesses encontros, foi discutido sobre o que é o PPP, a importância de sua elaboração, as orientações para sua elaboração e como implementá-lo e acompanhá-lo. Além da discussão sobre o PPP, também foram discutidas as temáticas Avaliação, Currículo e Gestão Democrática como vertentes do PPP, coordenadas pelos integrantes de cada GT do projeto.

Paralelamente ao desenvolvimento destes encontros nas escolas, continuávamos a nos reunir nos GTs semanalmente na UFPB. Com os encontros que estavam sendo realizados com essas cinco escolas, nós estávamos atendendo aquilo que vínhamos definindo no grupo, que era o desejo de estender a discussão sobre currículo para os profissionais das escolas. Entretanto, como esses encontros estavam voltados apenas para cinco escolas, sentimos a necessidade de pensar em outras estratégias que alcançassem os(as) professores(as) e técnicos(as) das demais escolas.

Foi nesse contexto que surgiu a necessidade de pensarmos em estratégias para trazermos um maior número de participantes para os nossos encontros na UFPB. Pois naquele momento, as reuniões de estudo nos grupos estavam se resumindo a participação nossa, das Técnicas da Secretaria de Educação e de diretores de escola. Dentre as estratégias pensadas surgiram algumas propostas: realização de pesquisa com as escolas para saber da elaboração e implementação do PPP, visitas às escolas para conhecermos sua realidade mais de perto e organização de um evento sobre a temática, na UFPB, voltado para os profissionais da rede municipal de ensino e os alunos das licenciaturas da UFPB. No limite de tempo deste projeto, não foi possível realizar todas essas ações. Mas a pesquisa e algumas visitas foram encaminhadas e retomadas no projeto seguinte, bem como outras ações foram desenvolvidas como desdobramentos e reorientações vivenciadas pelos projetos subsequentes.

 

  1. Considerações provisórias

 

A experiência do PROLICEN ainda se constitui para os grupos de pesquisa um caminho inicial de aprendizagem da docência, considerando que o foco é a intervenção interativa nas escolas-campo da rede de ensino estadual e municipal. Sendo este um dos fatores positivos no processo de formação dos docentes e discentes dos cursos de licenciatura por estarem vivenciando a realidade de cada contexto escolar. Atividade esta que a Universidade contribui ofertando bolsas e recursos financeiros para que as atividades didático-pedagógicas sejam desenvolvidas.

A oferta de um número significativo de bolsas PROLICEN, no mesmo valor da bolsa PIBIC, é um ponto positivo, sobretudo no contexto contemporâneo diante da crise da docência que afugenta desses cursos os futuros profissionais de educação da rede pública de ensino no Brasil.

Na intenção de ampliar e proporcionar uma fundamentação teórica mais sólida para os profissionais da educação, o GEPPC, continua atento a esse Programa de Apoio as Licenciaturas não só elaborando projetos de pesquisa, mas fortalecendo o elo institucional que marca a originalidade desse programa no âmbito da UFPB.

Os projetos aprovados pelo PROLICEN motivaram e motivam o envolvimento dos estudantes bolsistas e professores dos cursos de licenciatura e contribuem com os Projetos Político-Pedagógico dos cursos, estabelecendo uma relação teoria e prática de acordo com o tripé ensino, pesquisa e extensão que a UFPB estabelece como ponto crucial para articular suas atividades de produção do conhecimento.

 

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PORTO, Rita de Cássia Cavalcanti. Impasses, resistência e singularidade na construção de projetos político-pedagógicos: as formas de enfrentamento na implementação das políticas de formação de profissionais da educação na UFPB. Campinas, UNICAMP, 2007. (doutorado)

 

PROJETO Repensando o ensino municipal: UFPB/PROLICEN/GEPEM/1995.

 

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SILVA. Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade – uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

 

SILVA, Tomas Tadeu da. A “nova“ direita e as transformações na pedagogia da política e na política da pedagogia. In: GENTILLI, Pablo; SILVA, Tomas Tadeu da (orgs). Neoliberalismo, qualidade total e educação. Petrópolis/RJ: Vozes, 1995. (p. 9-29).

 

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VEIGA, Ilma Passos A. Inovações e projeto político-pedagógico: uma relação regulatória e emancipatória? In: Cadernos CEDES, v.23, n.61, p.267-281, Campinas, 2003. 405p.


[1] Professoras de Currículo e Trabalho Pedagógico e uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação, integrantes do GEPPC.

[2] É importante ressaltar que essa política envolveu todos os cursos de graduação, pois na ocasião havia um grande debate na instituição para a reformulação dos currículos dos cursos.

[3] A aprovação dos subprojetos e bolsas PROLICEN variava, no período de 1994 a 2000: (22 com 38 bolsas, em 1994; 20 com 57 bolsas, em 1995, 25 com 57 bolsas, em 1996; 26 com 60 bolsas, 60, em 1997 e 1998; 18 com 50 bolsas, 1999; 25 com 60 bolsas, em 2000).

[4] Foram aprovadas a Resolução de Elaboração de PPP  nº 39/1999 a Resolução nº 04/2004, que “Estabelece a Base Curricular, para Formação Pedagógica dos Cursos de Licenciatura” . De acordo com Porto(2007) essas resoluções foram   “ resultado de vários debates no interior da UFPB nos encontros de licenciatura e nas oficinas de Currículo da década de noventa.   e foram incorporados às Resoluções aos PPP dos cursos de graduação. (p.38 e 39).

[5] O Fórum de Licenciatura foi deliberado e 1994, no entanto, por força de habito ficou conhecido como o PROLICEN/UFPB.

[6] Programa Estudante Convênio⁄ Rede Pública (UFPB, 1998).

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